quarta-feira, 17 de novembro de 2021

ZPE II é inaugurada em meio a novo marco legal e indústrias de rochas ornamentais poderão se implantar a qualquer momento


Com 1.911 hectares, o Setor 2 da Zona de Processamento de Exportação (ZPE), do Complexo Industrial e Portuário do Pecém, foi inaugurado na manhã desta terça-feira (16). O investimento do Governo do Ceará foi de R$ 13 milhões na preparação do espaço com vias de acesso e secundárias pavimentadas, infraestrutura de transmissão de energia elétrica, iluminação, fibra ótica e circuito fechado de televisão. O espaço deverá receber plantas industriais de produção de hidrogênio verde, rochas ornamentais, prestadores de serviços para as indústrias que se instalarem, entre outros empreendimentos.

O governador Camilo Santana destacou o trabalho que vem sendo feito na região para dotar o espaço de infraestrutura e, consequentemente, atrair mais empresas. “Essa ação é uma entre as outras que o Governo tem feito em infraestrutura. Aqui é toda uma visão que começou lá atrás, por ex-governadores, que enxergaram no Complexo do Pecém uma oportunidade de desenvolvimento do Ceará. Essa ZPE – Setor 2 está toda estruturada, são quase 2 mil hectares. Estamos reunindo cada vez mais todas as condições para transformar o Ceará em hub tecnológico, portuário, aéreo e, se Deus quiser, de hidrogênio verde. A gente pode mudar o perfil econômico do estado nos próximos dez anos”, enfatizou o governador.

O setor de rochas ornamentais também foi mencionado pelo governador Camilo Santana, que ressaltou o trabalho em conjunto com o Simagran-CE na pessoa de seu presidente Carlos Rubens Alencar, que vêm participando da atração de investidores do setor para o complexo há alguns anos. 

Com a ZPE II e o novo marco legal, a barreira antes imposta no tocante ao volume que precisava ser exportado deixou de existir, podendo as indústrias que se instalarem na zona exportarem qualquer volume livre de impostos, fechando o câmbio em qualquer lugar do mundo e ainda atenderem o mercado interno sem limitação. No último caso, os tributos são cobrados normalmente, mas não há mais limitação de volume que poderá ser comercializado no mercado nacional, o que é uma excelente novidade.

Exportação de rochas ornamentais acumula crescimento de 70,9% no Ceará neste ano


As exportações do setor de rochas ornamentais cresceram 70,9% em 2021 e alcançaram US$ 32,9 milhões em exportações no Ceará. O principal produto exportado foram os quartzitos, que dobraram o valor vendido para o exterior, ou seja, geraram US$ 13,2 milhões. As exportações do produto correspondem a 40% do total vendido pelo setor para o exterior. O município da Caucaia foi o principal exportador, seguido de Santa Quitéria e Uruoca.

Os dados são do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), por meio do da edição de outubro do “Setorial em Comex de Rochas Ornamentais”, divulgado nessa terça-feira (16).

Segundo o documento, o principal comprador é a Itália, com compras no valor de US$ 16,9 milhões e crescimento de 147%. O segundo lugar ficou com os Estados Unidos, com exportações no valor de US$ 12,2 milhões e aumento de 45,9%.

Confira o estudo na íntegra clicando AQUI.


Fonte: Sistema FIEC

sábado, 16 de outubro de 2021

Granito: um MBA para qualificar arquitetos e engenheiros

 

Vem aí um curso especial em Gestão e Utilização de Rochas em Obras Civis, a ser promovido pelo IEL-Ceará, organismo do Sistema FIEC


Voltado para engenheiros e arquitetos, principalmente para os que criam e desenvolvem projetos de construção e ambientação de condomínios residenciais e comerciais no Ceará, vem aí o primeiro MBA em Gestão e Utilização de Rochas em Obras Civis, uma iniciativa do Instituto Euvaldo Lodi (IEL-CE), um organismo do Sistema FIEC em parceria com o Sindicato das Indústrias de Mármores e Granitos do Ceará - SIMAGRAN-CE.

As inscrições, que se prolongarão até o dia 30 deste mês, foram abertas e atraíram o interesse de profissionais de vários estados do país, gerando uma alta e inesperada demanda. (www.iel-ce.org.br)

O presidente do Simagran, Carlos Rubens Alencar, diz a esta coluna que o MBA, a ser ministrado por professores doutores e pós doutores em todas as matérias, permitirá que arquitetos, engenheiros e outros profissionais da construção civil adquiram "soluções adequadas que assegurarão, além da qualidade, redução de custos durante a execução das obras e de sua manutenção ao longo do tempo".

Na sua opinião, o MBA do IEL "proporcionará a competência que falta a engenheiros e arquitetos no uso dos granitos, quartzitos e mármores".

Ele tem razão. Esta coluna ouviu algumas opiniões técnicas sobre o uso desses materiais e recolheu informações interessantes, uma das quais revela a inexistência de consultores em rochas ornamentais junto às grandes empresas de arquitetura e de engenharia responsáveis pela construção de grandes e famosos condomínios.

A ausência dessa consultoria provoca muitas dúvidas nas construtoras e onera os custos. Algumas por exemplo, hesitam na utilização na fachada entre um ACM - uma junção de placas de alumínio nas partes externas e de polietileno no meio, espécie de sanduíche inflamável - ou o granito, que é um produto que atendida a devida caracterização tecnológica e os requisitos de normas, gera a solução de melhor sustentabilidade.

Uma das fontes ouvidas pela coluna revelou que a consultoria em rochas ornamentais, feita por um especialista, é importante para evitar, por exemplo, que se misturem, numa mesma área - de piso ou revestimento - tipos diferentes de mármores e granitos, que se desgastarão de maneira diversa.

Como boa consequência dessa consultoria, alguns grandes condomínios residenciais e comerciais de Fortaleza mostram perfeita integridade dos materiais, como se o edifício tivesse sido inaugurado hoje.

Se, por falta de uma consultoria especializada, é inadequada a solução para o revestimento e o piso de um condomínio, será também inadequada, ou seja, mais caro, o seu custo.

A maioria dos profissionais envolvidos na cadeia produtiva da construção civil imagina que todo granito ou todo mármore é igual, e isto não é verdade, pois todos são diferentes e essas diferenças são percebidas apenas por especialistas.

Diante dessa constatação, o MBA sobre Gestão e Utilização de Rochas em Obras Civis, promovido pelo IEL, que está a celebrar seus primeiros 50 anos, chega em boa hora, pois a indústria da construção civil cearense está novamente em velocidade de cruzeiro, agora agregando novas tecnologias.

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Fonte: Diário do Nordeste

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

MBA em Rochas Ornamentais desperta interessados no Brasil e no Exterior

IEL FAZ 50 ANOS OLHANDO O FUTURO - MBA SOBRE ROCHAS ORNAMENTAIS


Atendendo a uma demanda do Sindicato da Indústria de Mármores e Granitos do Ceará (Simagran-CE), o Instituto Euvaldo Lodi e o Instituto Brasileiro da Rocha Ornamental (IBRO) acabam de lançar o primeiro MBA sobre Gestão de Rochas nas Obras Civis.

Agora, vem o detalhe interessante: a repercussão foi tamanha, que o curso, que seria presencial e restrito ao Estado do Ceará, teve de ser alterado para online com interação ao vivo.

Carlos Rubens Alencar, presidente do Simagran-CE, disse a esta coluna que houve uma grande demanda de profissionais de outros estados e, ainda, de Portugal, Itália, Espanha e EUA, o que levará sua entidade a promover um pequeno evento na segunda quinzena deste mês, na FIEC.

“Vamos reunir os líderes de todas as entidades de engenharia, arquitetura e designers de interiores para uma divulgação mundial desse MBA, que é inédito”, explicou Carlos Rubens, adiantando que o curso será ministrado por doutores e pós-doutores.

Ele explicou:

“Esse MBA será uma ação muito importante para as empresas de engenharia e para os arquitetos locais e do exterior, pois os colocará no patamar de informação mais avançado do mundo, pois serão ensinados a como incorporar nos seus projetos os conceitos mais avançados de equalização de normas, que possibilitam a redução de custos, tudo em consonância com os mais avançados critérios de sustentabilidade.”

As matrículas estão abertas através do (85) 4009-6300 ou www.iel-ce.org.br e as vagas são limitadas.

*Com informações do Diário do Nordeste

terça-feira, 31 de agosto de 2021

Primeiro MBA voltado ao setor de Rochas Ornamentais é lançado no Ceará

 



Na busca constante pela valorização das pedras naturais, o SIMAGRAN-CE, atendendo a uma demanda que surgiu durante o Fórum do IBRO "Pensando o Setor em 2068", está lançando em parceria com o IEL-CE, o primeiro MBA voltado aos profissionais da cadeia produtiva e de aplicação de rochas ornamentais do Brasil.

O curso Gestão de Utilização de Rochas em Obras Civis, é voltado para os profissionais que compõem a cadeia produtiva, até aplicação final e a manutenção dos revestimentos em pedras naturais.

Arquitetos, Engenheiros, Geólogos, Designers de Interiores, bem como todos os profissionais que compõem a cadeia das rochas ornamentais, poderão se capacitar ainda mais e obter uma especialização de alto nível.

O curso está previsto para iniciar no mês de novembro próximo, na sede do IEL-CE em Fortaleza.

Para maiores informações, acesse:

www.iel-ce.org.br

(85) 4009.6300


quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Exportações de rochas ornamentais batem recorde no Ceará, mas há gargalos

Blocos em processo de embarque no navio Minneapolis Miyo - Porto do Pecém

Nos primeiros sete meses de 2021, o Ceará exportou em rochas ornamentais - mármores e granitos e quartzitos, US$19,3 milhões, ou seja, cerca de 100 milhões de reais. Este número representa um crescimento de 52,4% em relação ao mesmo período de 2020.

O presidente do SIMAGRAN-CE, Carlos Rubens Alencar, apesar de otimista, ressalta que o setor vem enfrentando gargalos consideráveis. O primeiro é a escassez de contêineres, que ocorre em nível mundial. O segundo, é o aumento do frete marítimo, que vem numa crescente apesar das linhas nos portos de Pecém e Mucuripe com destino à Europa estarem regulares. O último mas não menos importante, é a falta de caminhões para escoamento dos blocos das pedreiras, seja com destino aos portos, seja com destino às indústrias de beneficiamento situadas no Sudeste do país.

Para completar, apesar da vacinação contra a Covid-19 estar avançando no mundo inteiro, ainda há um grande volume de restrições para brasileiros adentraram vários países do exterior. Em alguns poucos casos onde há permissão a exemplo dos Estados Unidos, é necessário uma quarentena de 14 dias no México. 

Outros países não permitem a entrada nem com quarentena, e isto têm atrapalhado o desenvolvimento e avanço comercial dos produtos brasileiros no exterior.

Apesar das dificuldades, o mercado está animado com a crescente nos números, e vem buscando formas de enfrentar os gargalos para continuar avançando. Exemplo disto é que desde ontem (11), estão sendo embarcados no Porto do Pecém cerca de 8 mil toneladas de blocos com destino à Europa no lastro do navio Minneapolis Miyo.

Blocos no lastro do navio Minneapolis Miyo

terça-feira, 8 de junho de 2021

[ARTICLE] Ceramics tile sector institutionalizes the FAKE

 



“Brazil is a country that has vast mineral wealth, with beautiful natural examples of very beautiful stones, which can be explored in architectural and decorative projects. Among them, quartzites stand out, which are owners of rare beauty and differentiate themselves in the most diverse environments. Therefore, it can be used both indoors and outdoors. This is also because of  the fact that the material has high resistance to solar heating”.

With these quotes above, on the public-facing architecture website of one of the main porcelain tile manufacturers in Brazil, we will ponder the shamelessness with which the natural stone sector has been usurped by several important companies in the internal and external coatings segment all around the world.

The examples are spread all over the place and to put it in context, we will exemplify with a case from Sweden and another from Brazil.

In a recent article in Stone-Ideas, editor Peter Becker narrates a usual “and particularly vexing, consumer fraud using false names existing in Sweden in the case of Norrvange limestone (marble)” by the company Bricmate

“For several years, Bricmate has been using the Norrvange designation for one of its ceramic varieties. In fact, he did the same with the name of another stone of national importance, the Kolmården marble”. 

The company Bricmate, gave its products that imitate natural stone, the generic title of "Granitkeramik", which means "Ceramic Granite".

"The issue has been taking legal contours in various sectors, such as when on July 14, 2017, the European Court of Justice (ECJ) ruled that these "fantasy" names are prohibited in the territory of the 27 states." 

And it adds that in the above-mentioned case, by the highest court of the European Union in Luxembourg, they decided on names such as “vegetable butter”, which a manufacturer had given to its products. The judges clarified that butter and cheese, or milk always comes from animals and never from plants, so combining the two terms could mislead the consumer. 

“It's the same as with Bricmate's "granite ceramics": a granite will never be a ceramic, because natural stone was created by nature and not by man."

In the case of Brazil, things are gaining abusive contours, of evident bad faith and disrespect to consumers, as there are companies that have been launching lines of products on 2021, in an attempt to mislead consumers, as they highlight the qualities of natural products (marbles, granites and quartzites) in its ceramic products. Not enough, they still appropriate the names of natural stones to give title to the line of these products, for example: “Porcelain Quartzites”.


However, porcelain tiles under ABNT NBR 15463:2013 are defined as "ceramic plates composed of clay, feldspar and other inorganic raw materials, formed by extrusion, pressing or other processes, which can be enameled or unglazed, polished or natural, rectified or not rectified”.

Based on the technical definition and obvious knowledge on the ceramic product by its industries, why they want to confuse architecture and decoration professionals and, above all, end consumers, affirming the advantages of Quartzites, which is a natural product, and linking the designation of Quartzites to a line of porcelain tiles which is a ceramic material? Why appropriate the commercial terminologies already characterized and used by natural stone producers such as the Mont Blanc and Taj Mahal Quartzites, and also White Siena Granite?

We are faced with the same situation described in the case of Sweden, where here in Brazil the company gave its products, which mimic in their enameled features, the designs and colors of natural stones, the generic title of “Quartzites”.


The attitude of a ceramic tile company to seek to confuse specifiers and consumers, by announcing that: "it launched Quartzites, a line of porcelain with the most beautiful examples of mineral wealth in Brazil", possibly falls within the field of deceit or as it is popularly said, hitchhiking, or even selling a pig in a poke, and it is time for the natural stone sector to seek to clarify to its customers that its products are the only natural ones and the result of large investments and arduous research and mineral exploration.


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