segunda-feira, 6 de setembro de 2021

MBA em Rochas Ornamentais desperta interessados no Brasil e no Exterior

IEL FAZ 50 ANOS OLHANDO O FUTURO - MBA SOBRE ROCHAS ORNAMENTAIS


Atendendo a uma demanda do Sindicato da Indústria de Mármores e Granitos do Ceará (Simagran-CE), o Instituto Euvaldo Lodi e o Instituto Brasileiro da Rocha Ornamental (IBRO) acabam de lançar o primeiro MBA sobre Gestão de Rochas nas Obras Civis.

Agora, vem o detalhe interessante: a repercussão foi tamanha, que o curso, que seria presencial e restrito ao Estado do Ceará, teve de ser alterado para online com interação ao vivo.

Carlos Rubens Alencar, presidente do Simagran-CE, disse a esta coluna que houve uma grande demanda de profissionais de outros estados e, ainda, de Portugal, Itália, Espanha e EUA, o que levará sua entidade a promover um pequeno evento na segunda quinzena deste mês, na FIEC.

“Vamos reunir os líderes de todas as entidades de engenharia, arquitetura e designers de interiores para uma divulgação mundial desse MBA, que é inédito”, explicou Carlos Rubens, adiantando que o curso será ministrado por doutores e pós-doutores.

Ele explicou:

“Esse MBA será uma ação muito importante para as empresas de engenharia e para os arquitetos locais e do exterior, pois os colocará no patamar de informação mais avançado do mundo, pois serão ensinados a como incorporar nos seus projetos os conceitos mais avançados de equalização de normas, que possibilitam a redução de custos, tudo em consonância com os mais avançados critérios de sustentabilidade.”

As matrículas estão abertas através do (85) 4009-6300 ou www.iel-ce.org.br e as vagas são limitadas.

*Com informações do Diário do Nordeste

terça-feira, 31 de agosto de 2021

Primeiro MBA voltado ao setor de Rochas Ornamentais é lançado no Ceará

 



Na busca constante pela valorização das pedras naturais, o SIMAGRAN-CE, atendendo a uma demanda que surgiu durante o Fórum do IBRO "Pensando o Setor em 2068", está lançando em parceria com o IEL-CE, o primeiro MBA voltado aos profissionais da cadeia produtiva e de aplicação de rochas ornamentais do Brasil.

O curso Gestão de Utilização de Rochas em Obras Civis, é voltado para os profissionais que compõem a cadeia produtiva, até aplicação final e a manutenção dos revestimentos em pedras naturais.

Arquitetos, Engenheiros, Geólogos, Designers de Interiores, bem como todos os profissionais que compõem a cadeia das rochas ornamentais, poderão se capacitar ainda mais e obter uma especialização de alto nível.

O curso está previsto para iniciar no mês de novembro próximo, na sede do IEL-CE em Fortaleza.

Para maiores informações, acesse:

www.iel-ce.org.br

(85) 4009.6300


quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Exportações de rochas ornamentais batem recorde no Ceará, mas há gargalos

Blocos em processo de embarque no navio Minneapolis Miyo - Porto do Pecém

Nos primeiros sete meses de 2021, o Ceará exportou em rochas ornamentais - mármores e granitos e quartzitos, US$19,3 milhões, ou seja, cerca de 100 milhões de reais. Este número representa um crescimento de 52,4% em relação ao mesmo período de 2020.

O presidente do SIMAGRAN-CE, Carlos Rubens Alencar, apesar de otimista, ressalta que o setor vem enfrentando gargalos consideráveis. O primeiro é a escassez de contêineres, que ocorre em nível mundial. O segundo, é o aumento do frete marítimo, que vem numa crescente apesar das linhas nos portos de Pecém e Mucuripe com destino à Europa estarem regulares. O último mas não menos importante, é a falta de caminhões para escoamento dos blocos das pedreiras, seja com destino aos portos, seja com destino às indústrias de beneficiamento situadas no Sudeste do país.

Para completar, apesar da vacinação contra a Covid-19 estar avançando no mundo inteiro, ainda há um grande volume de restrições para brasileiros adentraram vários países do exterior. Em alguns poucos casos onde há permissão a exemplo dos Estados Unidos, é necessário uma quarentena de 14 dias no México. 

Outros países não permitem a entrada nem com quarentena, e isto têm atrapalhado o desenvolvimento e avanço comercial dos produtos brasileiros no exterior.

Apesar das dificuldades, o mercado está animado com a crescente nos números, e vem buscando formas de enfrentar os gargalos para continuar avançando. Exemplo disto é que desde ontem (11), estão sendo embarcados no Porto do Pecém cerca de 8 mil toneladas de blocos com destino à Europa no lastro do navio Minneapolis Miyo.

Blocos no lastro do navio Minneapolis Miyo

terça-feira, 8 de junho de 2021

[ARTICLE] Ceramics tile sector institutionalizes the FAKE

 



“Brazil is a country that has vast mineral wealth, with beautiful natural examples of very beautiful stones, which can be explored in architectural and decorative projects. Among them, quartzites stand out, which are owners of rare beauty and differentiate themselves in the most diverse environments. Therefore, it can be used both indoors and outdoors. This is also because of  the fact that the material has high resistance to solar heating”.

With these quotes above, on the public-facing architecture website of one of the main porcelain tile manufacturers in Brazil, we will ponder the shamelessness with which the natural stone sector has been usurped by several important companies in the internal and external coatings segment all around the world.

The examples are spread all over the place and to put it in context, we will exemplify with a case from Sweden and another from Brazil.

In a recent article in Stone-Ideas, editor Peter Becker narrates a usual “and particularly vexing, consumer fraud using false names existing in Sweden in the case of Norrvange limestone (marble)” by the company Bricmate

“For several years, Bricmate has been using the Norrvange designation for one of its ceramic varieties. In fact, he did the same with the name of another stone of national importance, the Kolmården marble”. 

The company Bricmate, gave its products that imitate natural stone, the generic title of "Granitkeramik", which means "Ceramic Granite".

"The issue has been taking legal contours in various sectors, such as when on July 14, 2017, the European Court of Justice (ECJ) ruled that these "fantasy" names are prohibited in the territory of the 27 states." 

And it adds that in the above-mentioned case, by the highest court of the European Union in Luxembourg, they decided on names such as “vegetable butter”, which a manufacturer had given to its products. The judges clarified that butter and cheese, or milk always comes from animals and never from plants, so combining the two terms could mislead the consumer. 

“It's the same as with Bricmate's "granite ceramics": a granite will never be a ceramic, because natural stone was created by nature and not by man."

In the case of Brazil, things are gaining abusive contours, of evident bad faith and disrespect to consumers, as there are companies that have been launching lines of products on 2021, in an attempt to mislead consumers, as they highlight the qualities of natural products (marbles, granites and quartzites) in its ceramic products. Not enough, they still appropriate the names of natural stones to give title to the line of these products, for example: “Porcelain Quartzites”.


However, porcelain tiles under ABNT NBR 15463:2013 are defined as "ceramic plates composed of clay, feldspar and other inorganic raw materials, formed by extrusion, pressing or other processes, which can be enameled or unglazed, polished or natural, rectified or not rectified”.

Based on the technical definition and obvious knowledge on the ceramic product by its industries, why they want to confuse architecture and decoration professionals and, above all, end consumers, affirming the advantages of Quartzites, which is a natural product, and linking the designation of Quartzites to a line of porcelain tiles which is a ceramic material? Why appropriate the commercial terminologies already characterized and used by natural stone producers such as the Mont Blanc and Taj Mahal Quartzites, and also White Siena Granite?

We are faced with the same situation described in the case of Sweden, where here in Brazil the company gave its products, which mimic in their enameled features, the designs and colors of natural stones, the generic title of “Quartzites”.


The attitude of a ceramic tile company to seek to confuse specifiers and consumers, by announcing that: "it launched Quartzites, a line of porcelain with the most beautiful examples of mineral wealth in Brazil", possibly falls within the field of deceit or as it is popularly said, hitchhiking, or even selling a pig in a poke, and it is time for the natural stone sector to seek to clarify to its customers that its products are the only natural ones and the result of large investments and arduous research and mineral exploration.


ARTICLE BY:

domingo, 6 de junho de 2021

[ARTIGO] Setor de porcelanatos institucionaliza o FAKE



“O Brasil é um país que tem uma riqueza mineral vasta, com belos exemplares naturais de pedras muito bonitas, que podem ser exploradas em projetos arquitetônicos e decorativos. Entre elas, destacam-se os quartzitos, que são donos de uma beleza rara e se diferenciam nos mais diversos ambientes. Por isso, pode ser usado tanto em áreas internas quanto externas. Isso também é possível graças ao fato do material ter alta resistência ao aquecimento solar”. 

Com estas citações acima, constantes do site voltado ao público da arquitetura de um dos principais fabricantes de porcelanatos no Brasil, iremos ponderar sobre a desfaçatez com que o setor da pedra natural vem sendo usurpado por várias e importantes empresas do segmento de revestimentos internos e externos em todo o mundo.

Os exemplos estão espalhados por todos os cantos e para contextualizarmos, exemplificaremos com um caso da Suécia e outro do Brasil.

Em recente artigo no Stone-Ideas, o editor Peter Becker narra uma situação usual “e particularmente vexatória, de fraude aos consumidores usando nomes falsos existente na Suécia, no caso do calcário (mármore) Norrvange” pela empresa Bricmate. 

“Há vários anos, a Bricmate tem usado a designação Norrvange para uma de suas variedades de cerâmica. Aliás, fez o mesmo com o nome de outra pedra de importância nacional, o mármore de Kolmården”. 

A empresa Bricmate, deu aos seus produtos que imitam a pedra natural, o título genérico de “Granitkeramik”, que significa “Granito de Cerâmica” ou “Cerâmica de Granito.”

“O tema vem tomando contornos judiciais em vários setores, a exemplo de quando em 14 de julho de 2017, o Tribunal de Justiça Europeu (TJE) decidiu que esses nomes “fantasia” são proibidos no território dos 27 estados”. 

E ainda aduz que no caso acima mencionado, perante o mais alto tribunal da União Europeia em Luxemburgo, decidiram sobre denominações como “manteiga vegetal”, que um fabricante havia dado aos seus produtos. Os juízes esclareceram que a manteiga e o queijo, ou o leite sempre vêm de animais e nunca de plantas, de modo que a combinação dos dois termos poderia induzir o consumidor ao erro. 

“É o mesmo que ocorre com a "cerâmica de granito" da Bricmate: um granito nunca será uma cerâmica, porque a pedra natural foi criada pela natureza e não pelo homem”. 

No caso do Brasil, as coisas estão ganhando contornos abusivos, de evidente má fé e desrespeito aos consumidores, pois há empresas que vêm lançando linhas em pleno 2021, na tentativa de induzir os consumidores ao erro, pois ressaltam qualidades de produtos naturais (mármores, granitos e quartzitos), em seus produtos cerâmicos. Não suficiente isto, ainda se apropriam dos nomes das pedras naturais para dar título à linha desses produtos, por exemplo: “Porcelanatos Quartzites”. 


Ora, os porcelanatos nos termos da ABNT NBR 15463:2013 estão definidos como “placas cerâmicas compostas por argila, feldspato e outras matérias-primas inorgânicas, conformadas por extrusão, prensagem ou outros processos, podendo ser esmaltadas ou não esmaltadas, polidas ou naturais, retificadas ou não retificadas”.

Com base na definição técnica e de óbvio conhecimento das indústrias de produtos cerâmicos, como querer confundir os profissionais de arquitetura, decoração e sobretudo os consumidores finais afirmando as vantagens dos Quartzitos que é um produto natural, e vincular a designação de Quartzitos a uma linha de porcelanatos que é um material cerâmico? Por que se apropriar das terminologias comerciais já caracterizadas e utilizadas pelos produtores de pedras naturais como os Quartzitos Mont Blanc, Taj Mahal e o Granito Branco Siena?

Estamos diante da mesma situação descrita no caso da Suécia, onde aqui no Brasil a empresa deu aos seus produtos, que imitam na sua feição esmaltada os desenhos e as cores das pedras naturais, o título genérico de “Quartzites”.


A atitude de uma empresa de revestimentos cerâmicos de buscar confundir os especificadores e os consumidores, ao anunciar que: “lançou a Quartzites, linha de porcelanato com os mais belos exemplares da riqueza mineral do Brasil”, possivelmente se insere no campo do dolo ou como se diz popularmente, pegar carona, ou ainda vender gato por lebre, e é o momento de o setor da pedra natural buscar esclarecer aos seus clientes que os seus produtos são os únicos naturais e resultantes de grandes investimentos e de um árduo trabalho de pesquisa e exploração mineral.


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quinta-feira, 6 de maio de 2021

ABNT publica novas normas que representam avanço para o setor de Rochas Ornamentais

 


A ABNT publicou no último dia 20 de abril, duas novas normas que representam importante conquista para o setor de rochas ornamentais brasileiro.

A norma ABNT NBR 16958:2021 - Rochas para revestimento - trata da "Determinação da resistência ao envelhecimento por choque térmico", ou seja, estabelece um método de ensaio para determinar a resistência em rochas naturais sob o efeito de variações bruscas de temperatura.

Já a norma ABNT NBR 16959:2021 - Rochas para revestimento - trata da "Determinação da resistência ao escorregamento pelo método do pêndulo", onde se especifica um método de ensaio para a determinação da resistência ao escorregamento de pedestres em superfícies horizontais revestidas com placas de rochas naturais.

Este conjunto de normas é resultante do trabalho da Comissão de Estudos Especiais - CEE-187 da ABNT, coordenada pelo geólogo Carlos Rubens Alencar, onde participam diversos especialistas do setor. 

A comissão continua trabalhando para elaboração de novas normas, inclusive atuando junto aos comitês internacionais da ISO (International Organization for Standardization) TC 327 e TC 328, buscando o constante aprimoramento das normas brasileiras aos padrões internacionais.

Para mais detalhes ou aquisição das normas:

ABNT NBR 16958:2021 - Rochas para revestimento - trata da "Determinação da resistência ao envelhecimento por choque térmico"

ABNT NBR 16959:2021 - Rochas para revestimento - trata da "Determinação da resistência ao escorregamento pelo método do pêndulo"

quinta-feira, 8 de abril de 2021

Ceará: exportação de granito fechará 2021 com US$ 28 milhões

Mas há problemas: março, cerca de 100 contêineres deixaram de ser exportados, o que causou uma redução de faturamento de US$ 1 milhão nas empresas do setor”, diz o presidente do SIMAGRAN, Carlos Rubens Alencar.


Uma informação que chega do Sindicato da Indústria de Mármores e Granitos (Simagran-Ceará), onde, segundo revela seu presidente, Carlos Rubens Alencar, “há uma situação de pânico”.

De acordo com Alencar, faltam contêineres para a exportação de rochas ornamentais extraídas e beneficiadas em solo cearense.

“No recente mês de março, cerca de 100 contêineres deixaram de ser exportados, o que causou uma redução de faturamento de US$ 1 milhão nas empresas do setor”, disse o presidente do Simagran, citando que isto foi a queda, mas “há também o coice”, que se trata do seguinte:

“O preço das resinas, que são utilizadas no beneficiamento dos granitos ‘superexóticos’ e dos quartzitos aumentou, também, em quase 10% em euros por causa do alto crescimento da demanda, sobretudo no Sudeste asiático, com destaque para a China”, revelou Carlos Rubens Alencar.

Como, antes de tudo, o cearense é um forte, além de ousado e criativo, há boas notícias, também.

Estima o Simagran que, apesar dessas dificuldades, as exportações cearenses de mármores e granitos baterão recorde neste ano, devendo alcançar a marca de US$ 28 milhões.

Ao mesmo em que, em São Paulo, há postergações de pedidos, no Ceará há “uma boa perspectiva de crescimento da utilização de granitos e quartzitos nas edificações de padrão Classe A, que se desenvolvem não só em Fortaleza, mas em outras cidades do estado”, informa Rubens Alencar.

Ele não tem dúvida de que a demanda pelo uso do granito nas fachadas dos prédios residenciais e comerciais no Ceará manterá a curva de crescimento, tendo em vista que se trata do melhor material de revestimento, levando-se em conta sua durabilidade, sua baixa manutenção e, sobretudo, o seu atendimento às normas técnicas.


*Fonte: Diário do Nordeste